Trajetória Elétrica: Uma Visão Geral do Processo de Distribuição de Energia

Cada tipo de usina utiliza um método e elemento diferente para transformar diferentes tipos de energia em energia elétrica. Podendo ser a força dos rios, os gases da queima de carvão, força dos ventos, radiação do sol, entre outros.

Hoje, no Brasil, as hidrelétricas são geradoras de maior participação com quase 62% da geração instalada no país, seguido pela energia eólica com 11% e em terceiro lugar, com 4% de participação, está a energia solar.

Nas hidrelétricas, por exemplo, uma barragem acumula a força do rio que, ao ser liberada com uma alta pressão, move pás transformando energia cinética em mecânica e, por fim, em elétrica.

Transmissão de energia

A energia produzida nas usinas vai direto para uma estação de transmissão, próxima da geração, onde passa por transformadores para aumentar sua voltagem.

Esta operação garante a transmissão por fios elétricos de forma mais segura e eficiente, reduzindo as perdas por calor, o que chamamos de efeito joule.

Por conta da alta voltagem, são utilizadas linhas em altas torres que ocupam espaços sem construções. Você pode observar facilmente as linhas de alta tensão nas estradas, por exemplo.

Distribuição de energia

Chegando nas subestações das cidades, a eletricidade passa pelos transformadores de tensão reduzindo sua potência, podendo assim, ser enviada à rede de distribuição, por meio dos postes e fios elétricos tão comuns nas paisagens das cidades, para alimentar as residências, comércios, escritórios e indústrias.

A energia distribuída varia de acordo com a potência adequada.

Redes elétricas primárias são as de média tensão e têm o objetivo distribuir a energia e abastecer as grandes empresas ou indústrias, que, por demandarem maior quantidade de energia, têm prioridade no acesso à rede.

Redes elétricas secundárias são as de baixa tensão, que atendem principalmente aos mais de 80 milhões de pontos de energia existentes em nosso país, ou seja, residências, escritórios, iluminação pública, e pequenos estabelecimentos comerciais.

Consumo de energia

O fim da linha é, em 85% dos casos em unidades residenciais, escritórios e comércios, viabilizando tantos processos essenciais na nossa rotina atual. 

Já as indústrias, apesar de representarem apenas 15% do número total de unidades consumidoras, correspondem a 35% do consumo total da energia gerada no país.

Comércio e Regulamentação da Energia Elétrica

Para uma cadeia de produção e distribuição tão vasta e diversificada, se faz necessário uma regulamentação que garanta boas condições para os usuários desse recurso.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é quem gerencia e viabiliza a compra e venda de energia elétrica em todo o Brasil e é também quem realiza a fiscalização constante da quantidade de energia consumida e produzida pelos agentes do setor.

O comércio de energia elétrica se divide, basicamente, em dois setores: o Ambiente de Contratação Regulada e o Ambiente de Contratação Livre. Vejamos:

Ambiente de Contratação Regulada (ACR)

Os compradores e investidores do ramo de energia que participam dos leilões definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e realizados de forma direta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), formalizam a sua participação por meio de contratos registrados e acompanhados do ACR. 

Os contratos estabelecidos têm uma regulação específica para aspectos como submercado de registro de contrato, vigência de suprimento e preço da energia.

Ambiente de Contratação Livre (ACL)

Como o próprio nome sugere, é um setor da iniciativa privada que permite aos investidores e consumidores participarem ativamente da compra e venda de energia elétrica de forma direta com as geradoras ou comercializadoras.

A fatura paga pelo serviço de distribuição da concessionária local tem preço regulado. Já as condições referentes a preço, prazo e volume de energia são livremente negociadas entre o consumidor livre e a geradora ou comercializadora.

Dessa forma, as empresas podem negociar valores inferiores àqueles que normalmente pagariam pela energia comprada das distribuidoras no ACR.

Você viu ao longo deste texto as principais informações sobre cada passo da energia elétrica, desde a sua geração até o consumo, inclusive quem são os responsáveis pela sua manutenção, distribuição e fiscalização. 

Para cada ponto no caminho que a energia percorre existe uma solução Romagnole que garante sua passagem com segurança e confiabilidade.

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