Tanto religadores quanto disjuntores são equipamentos muito importantes para subestações elétricas, pois desempenham funções de proteção e controle do sistema elétrico.
No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre as diferenças entre esses dois equipamentos e quando é mais apropriado utilizar um em vez do outro.
Neste artigo, vamos discutir as características de cada um desses dispositivos e as situações em que eles devem ser empregados para garantir o bom funcionamento do sistema elétrico.
Se você é um profissional da área ou está interessado em entender mais sobre o assunto, continue lendo e descubra qual equipamento utilizar em cada caso.
Religadores Elétricos
Os religadores elétricos são equipamentos essenciais para garantir a continuidade do fornecimento de energia elétrica em caso de interrupções momentâneas no sistema.
Eles são capazes de detectar falhas momentâneas, como curtos-circuitos em aplicações de até 16kA, e desligar automaticamente a corrente elétrica, via telecomando ou comando local com religamento automático. Ou seja, eles ativam automaticamente um mecanismo de rearme que restabelece a alimentação elétrica com muita velocidade, sem a necessidade de intervenção humana, o que é fundamental para evitar danos e garantir a segurança do sistema elétrico.
Os religadores elétricos são amplamente utilizados em redes e subestações, abrigadas ou ao tempo. Além disso, também podem ser utilizados para isolar sistemas elétricos, assim como as chaves seccionalizadoras.
Esses equipamentos possuem componentes de proteção integrados e o comando de abertura e fechamento é feito por atuadores magnéticos, o que os torna mais rápidos do que os disjuntores.
E a manutenção dos religadores elétricos é recomendada apenas após 10.000 manobras, desde que não atinja o valor I²t (quantidade de energia que ele secciona) recomendado pelo fabricante.
Disjuntores
Os disjuntores elétricos também são equipamentos para proteger o sistema elétrico contra sobrecargas e curtos-circuitos, interrompendo a corrente elétrica e evitando que os equipamentos e as instalações sejam danificados, em um acionamento feito por molas, via comando local e religamento automático via ralé..
Podem ser usados em subestações com tensões inferiores e superiores a 16kA, que podem ser abrigadas ou ao tempo. Seus componentes de proteção (TC’s e TP’s) são compartimentados, ou seja, externos ao equipamento.
Além disso, o disjuntor também pode ser utilizado para controlar a energia elétrica durante a manutenção ou a troca de cargas no sistema elétrico.
para garantir a sua segurança e eficiência, os disjuntores precisam passar por manutenções anualmente ou assim que atingir um número I²t recomendado pelo fabricante.
Qual melhor equipamento
Tanto o religador quanto o disjuntor são equipamentos muito importantes em uma subestação elétrica, pois desempenham funções de proteção e controle do sistema elétrico.
Ao considerar a escolha entre um religador ou um disjuntor para proteção e controle do sistema elétrico, é importante avaliar as funcionalidades específicas de cada equipamento.
O religador possui mais funcionalidades do que o disjuntor e sua capacidade de manobra sem manutenção é muito superior.
A escolha entre os equipamentos pode depender das necessidades e especificidades do projeto elétrico. Em alguns casos, pode ser recomendável a utilização de uma combinação de religadores e disjuntores para garantir a proteção adequada do sistema.
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